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Leitura do artigo The two cultures: mashing up web 2.0 and the semantic web de 2007.

A proposta do artigo é a junção de Web Semantica com as ferramentas hoje oferecidas por aplicações Web 2.0.

Há uma proposta de como utilizar os serviços web atuais que fornecem informações bem estruturadas no formato RDF e criar uma antologia que se utilize destra infraestrutura para possibilitar reutilização desta informação de uma maneira muito mais precisa e automatizada.

Ha outros casos onde Web services fornecem informações estruturadas em outros formatos como Atom, iCalendar, etc. Transformar esses formatos em RDF segundo o artigo seria algo simples.

Há várias referências de outros projetos que se depararam com o mesmo problema e tantaram resolver de alguma forma. O que deie uma olhada é o FOAF que utiliza de RDF para integrar informação desconexa.

Ler mais sobre RDF é crucial para entender como a junção de Web 2.0 e Semantica seria possível.

Este artigo traz algumas boas referências sobre RDF e Microformatos. Bom lugar para entender mais a respeito.

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O artigo Some Trends in Web Application Development dá uma visão geral da evolução da Internet e das aplicações web desde os primórdios até a última fronteira, Web 2.0.

Excelente leitura e uma ótima visão do que é a Web hoje e algumas dicas de como ela pode evoluir muito em breve.

Alguns pontos importantes sobre as tendências atuais:

  • Maior inteligência dos browsers

Deixaram de ser simples clientes burros e passam a ter cada vez mais responsabilidades. Sem esta mudança seria  impossível ter as aplicações de hoje com alta responsividade e extremamente ricas. Cada vez mais os servidores são aliviados e até mesmo o controle de sessão passa a ser feito no cliente. Interessante que isto vai diretamente de acordo com a filosofia GWT de desenvolvimento web. Uso intenso de Ajax, client fazendo a maior parte do trabalho e server trabalhando no estilo REST.

  • Armazenamento de dados

Aplicações mais ricas coloborativas significam mais dados a serem armazenados, O artigo também comenta da tendência de serviços gratuídos ou pagos de storage feito por terceiros. O S3 da Amazon é comentado como a realidade desta tendência.

  • Web Semântica

O artigo comenta de duas abordagens: Top Down(Antologias) e Bottom Up(Folksonomies). No primeiro se define uma antologia para um certo dominio e os conteudos deste passam a se enquadrar nesta antologia. A dificuldade sçao grandes: Quem define esta antologia e como fazer com que os conteudos existentes sejam “migrados” ? A segunda abordagem me pareceu mais interessante e natural. Os usuários passam a criar Tags que caracterizam um certo conteudo e com o decorrer desta classificação um padrão é criado naturalmente.

  • Composições – Web Services

A tendência atual de serviços web das aplicações também é mencionada. Cada vez mais aplicações estão oferecendo seus dados como serviços e a possibilidade de outras aplicações surgirem compondo esses serviços já é real. Mais uma vez, Amazon é mencionada assim como Google.

  • REST x SOAP

A mudança atual da web exigi algumas mudanças em como os serviços são acessados e utilizados. Há duas abordagens: REST e SOAP. O artigo mostra um bom resumo entre as diferenças entre os dois. Enquanto SOAP é muito mais abrangente, complete e independente do protocolo de transporte (HTTP), REST é muito mais simples e se utiliza dos padrões atuais da Internet para transportar pacotes no formato XML. REST parece ser mais adequando a Web já se utiliza dos padrões atuais e garante a interoperabilidade em um ambiente onde isto é essencial.

  • Um fenômeno Cultural

O artigo de forma bem direta fala dos impactos culturais da web na vida das  pessoas. Outro ponto interessante é que provoca uma mudança na engenharia de software no que diz respeito a como os requisitos de uma aplicação são definidos. A idéia de se previamente definir os requisitos e implementa-los de uma só vez não tem espaço nesse novo ambiente de interação e feedeback imediato dos usuários. Eles são quem definem o que querem com o decorrer de sua experiência de uso. É impossível prever como uma aplicação será usada, o mais esperto a ser feito é monitora-la e a partir destes dados desenvolver novas funcionalidades que aderem ao que o usuário. Isto vem seguir também o que o guru da usabilidade Michael Nielsen diz sobre as redes sociais. Nenhum site de sucesso começou com a riqueza de funcionalidades atuais. O começo foi simples, as vezes casual e a evolução foi definida pela a expêriencia do usuário e não por analistas de sistemas.